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vitor.marques@banif.pt

24 de Maio de 2013

O Portuguese Housing Market Survey de Junho, produzido pelo RICS e pela Confidencial imobiliário, revela que apesar das transações no mercado de compra e venda de casa continuarem a cair, o ritmo desta queda é o mais lento verificado desde Setembro de 2010.

Veja aqui o press release

Os preços caíram também a um passo ligeiramente menos acelerado que no mês passado, com o saldo de respostas relativas à sua evolução a melhorar 9 pontos, passando de -63 para -52 (indicando que 52% dos respondentes observou mais quedas do que aumentos de preços). As baixas de preços continuam a resultar da quebra da procura, já que o aumento da oferta não se apresenta como um problema com as instruções de venda a caírem desde Dezembro de 2010.

O índice nacional de confiança – medida composta baseada nos preços e expectativas relativas a vendas – permaneceu negativo situando-se de momento em -34.

Entretanto, o mercado de arrendamento continua a beneficiar das quebras nas vendas, uma vez que as famílias, não conseguindo aceder a financiamento bancário, optam por arrendar. A procura por parte dos arrendatários continua a aumentar e as expectativas relativas ao arrendamento são positivas. No entanto, o valor das rendas tem caído e as expectativas mostram-se negativas.

Ricardo Guimarães, Diretor da Confidencial Imobiliário, sublinha: “Portugal tem beneficiado das sucessivas avaliações positivas no âmbito do plano internacional de resgate. Tal tem contribuído para uma maior credibilidade do país junto das autoridades e mercados internacionais. Todavia, alguns agentes imobiliários alertam que os potenciais compradores temem ainda que os preços das casas caiam mais. Em contraste, outros agentes mencionam que alguns dos proprietários antecipam uma reviravolta e por isso não têm aplicado descontos adicionais.”

Josh Miller, Economista Sénior do RICS, acrescenta: “Os volumes de vendas e os preços das casas continuam em queda, mas a atividade no mercado de arrendamento está em crescimento, uma vez que as famílias que não conseguem aceder ao crédito à habitação optam por arrendar. Apesar do aumento da procura, as rendas têm caído, esperando-se que assim permaneçam no curto prazo. As restrições de acesso ao crédito, um excesso de stock no mercado de arrendamento e um possível desajustamento entre a oferta e a procura são fatores a considerar.”

- ENDS -

NOTA aos Editores:

Portuguese Housing Market Survey
O Portuguese Housing Market Survey (PHMS) é um inquérito mensal realizado em parceria entre a Ci - Confidencial Imobiliário e o RICS, contando com os apoios da ADENE, INCI, Caixa Geral de Depósitos e Millennium bcp. O seu objectivo é dotar o mercado residencial português de um de Índice de Confiança e de Expectativas, preenchendo a actual lacuna no acervo estatístico sobre esse sector. Este inquérito assenta num painel de empresas de promoção e mediação imobiliária e cobre as regiões metropolitanas de Lisboa, do Porto e do Algarve. O PHMS encontra paralelismo com outros inquéritos que o RICS realiza noutros países, pelo que gerará resultados comparáveis internacionalmente.

Sobre a Confidencial Imobiliário
A Ci - Confidencial Imobiliário é uma empresa independente, orientada para a satisfação das necessidades de informação dos profissionais do mercado imobiliário, no contexto da tomada de decisão quanto a investimentos e estratégias de venda. É especializada na produção e difusão de indicadores de análise do mercado, detendo índices e bases de dados exclusivas sobre a oferta e vendas de fogos, com detalhe à freguesia. Do seu acervo destaca-se o Índice Ci que é a mais antiga série sobre imobiliário em Portugal, com mais de 20 anos. Este índice mede a valorização dos imóveis residenciais. Pela sua credibilidade e independência, é referenciado por entidades como o Banco Central Europeu, o Banco de Portugal e o Governo Português. Já com actividade no Brasil e em Espanha, a Ci tem como visão tornar-se um standard internacional na informação estatística para os profissionais do mercado residencial.

Sobre o Royal Institution of Chartered Surveyors
O RICS é a principal organização mundial que confere qualificação aos profissionais que trabalham na avaliação, mediação e gestão em todo o ciclo do imobiliário e da construção. Num mundo em que governos, instituições financeiras e empresas exigem uma maior certeza acerca de normas profissionais e éticas, atingir o status RICS é a marca do reconhecimento do profissionalismo na actividade imobiliária. Mais de 100.000 profissionais que trabalham nas principais economias estabelecidas e emergentes do mundo reconheceram já a importância de assegurar a qualificação RICS. O RICS desempenha também um importante papel regulador, tanto dos seus membros individuais como de empresas, assegurando os mais elevados padrões e a base de confiança para os clientes no sector.

Notas técnicas

Número total de empresas no painel: 89 (abrange 231 estabelecimentos)

Ajustamento de sazonalidade:
Os dados não têm ajustamento de sazonalidade.

Questões colocadas:
1. Número de casas vendidas nos últimos três meses (contratos-pro¬messa)? - Número
2. Número de casas cuja venda está em negociação? - Número
3. Evolução dos preços residenciais nos últimos três meses? – Saldo de Respostas
4. No mês anterior, variação do número de vendas em negociação? – Saldo de Respostas
5. No último mês, evolução do número de consultas por novos clientes? – Saldo de Respostas
6. No último mês, evolução do número de novas angariações? – Saldo de Respostas
7. Expectativas de variação dos preços das casas nos próximos três meses? – Saldo de Respostas
8. Expectativas de variação do número de vendas de casas nos próxi¬mos três meses? – Saldo de Respostas

Saldos de Respostas Extremas:
• Saldo de Respostas Extremas = proporção de inquiridos que reportam uma subida menos a proporção daqueles que reportam uma queda (se 30% reportam uma subida e 5% uma queda o saldo de resposta (não ponderado) será de 25%).
• Os dados do saldo de respostas são baseados em opiniões; não quantifi¬cam mudanças efectivas numa variável que lhes esteja associada.
• Os resultados do saldo de respostas podem variar entre -100 e +100.
• Um saldo de respostas positivo implica que mais respondentes estão a verificar aumentos em vez de diminuições (na variável subjacente). Um saldo de respostas negativo implica que mais respondentes veri¬ficam diminuições em vez de aumentos e um saldo de respostas nulo implica que um igual número de respondentes verifique aumentos e diminuições.
• Assim, uma leitura de -100 implica que os respondentes não verificam aumentos (ou alterações), e uma leitura de +100 implica que os res¬pondentes não verificam diminuições (ou alterações).
• No caso do saldo de respostas alusivo a preços, uma leitura de +10 não deve ser interpretada como se o PHMS afirmasse que o preço das casas está a subir na ordem dos 10%, mas que mais 10% dos inquiridos reportaram aumentos de preços em vez de diminuições (ao longo dos três últimos meses).
• Uma alteração de +30% para +60% não significa que a variável tenha crescido em 30% num período e em 60% no período seguinte, mas tal indica que o dobro dos inquiridos reportou um aumento em vez de uma diminuição relativamente ao período anterior.
• Da mesma forma, se for verificada uma baixa de +90% para +5%, tal continua a significar que existem, em geral, mais respondentes a reportar aumentos que diminuições, apesar da amplitude desses aumentos reportados ter caído dramaticamente; entretanto, uma alte¬ração na leitura de -90% para -5% continua a significar que, de forma geral, mais respondentes se encontram a reportar diminuições em vez de aumentos, apesar da amplitude dessas diminuições reportadas ter caído dramaticamente.

Contactos:
Ci – Ricardo Guimarães, rguimaraes@ci-iberica.com
RICS – Eulália Pensado, epensado@rics.org